
Mal esse tipo de armamento foi desenvolvido, no entanto, e a humanidade achou que era uma boa ideia estender essa tecnologia de destruição em massa para usos mais curiosos, digamos assim. E o TecMundo, é claro, aproveitou a oportunidade para criar uma lista com algumas das ideias mais bizarras que já foram colocadas em prática com a ajuda de bombas atômicas.
Confira logo abaixo:
1- Comidas radioativas

Uma das maiores dúvidas que surgiram para os militares durante os primeiros testes das armas nucleares foi “o que acontece com os objetos afetados pela explosão atômica?” Como quem já assistiu Indiana Jones e a Caveira de Cristal deve lembrar bem (nos desculpamos por trazer esse filme de volta às suas memórias, aliás), a solução encontrada por eles foi simples: criar uma cidade falsa cheia de todo o tipo de produto, utensílio e objeto.
Alimentos, é claro, não foram deixados de lado nos testes; logo, cada uma das casas estava recheada de alimentos engarrafados e enlatados, empilhados das mais diversas maneiras e posicionados nas mais variadas distâncias do ponto da explosão.
Acima, mais um exemplo de como eram feitos os testes nucleares
O
mais curioso de tudo é que, entre os alimentos, a cerveja foi um dos
principais materiais testados. Igualmente interessante foi descobrir
que, embora a cerveja enlatada tenha se saído melhor do que a
engarrafada, a bebida se saiu muito bem mesmo no caso das mais próximas
da explosão, sendo que todas foram consideradas adequadas para um uso no
caso de emergências (mas somente em emergências, contudo).Vale notar apenas um pequeno efeito colateral resultante da exposição à radiação: as cervejas foram descritas como tendo um gosto “um pouco estranho”. Sim, algum azarado provou bebidas radioativas para chegar a essa resposta.
2- Parar incêndios

Você sabia que uma das táticas usadas por bombeiros para acabar com incêndios é utilizar mais fogo – ou mesmo explosões de dinamite, por exemplo? Pode parecer estranho mas isso tem uma boa explicação: explosões tomam enormes quantidade do oxigênio que está ao seu redor e, como o fogo precisa de ar para continuar aceso, uma tática como essas pode “sufocar” as chamas por completo.
Até esse ponto, muitos podem ver essa ideia como um plano extremamente inteligente. Mas aí vieram os soviéticos e sua ideia de levar o método a níveis ridículos, simplesmente trocando a dinamite por uma bomba atômica.
Por mais absurdo que pareça, isso realmente aconteceu, como resultado de uma União Soviética enfraquecida em busca de dar novas aplicações às suas bombas nucleares. O projeto, acreditem se quiserem, funcionou, e ele chegou a ser testado um total de cinco vezes antes de ser engavetado em 1981, na única vez em que o método não conseguiu parar os incêndios.
Mesmo assim, a técnica quase foi utilizada novamente em 2010, como um meio de parar o incêndio causado por um enorme vazamento de óleo.
3- Perfuração petrolífera

As ideias da União Soviética de “redirecionar” o uso de suas bombas nucleares não pararam por aí. Outro dos projetos feito por eles consistia na utilização dos explosivos para ajudar na mineração de petróleo, usando explosões controladas para ajudar no bombeamento do material.
Novamente, o plano “infalível” dos soviéticos acabou dando errado por culpa de um problema óbvio, mas que eles deixaram passar por completo: todo o petróleo conseguido dessa forma era radioativo, o que tornava impróprio para ser refinado.
O método, vale notar, também se mostrou problemático para a população que morava perto das áreas de explosão, mas isso não foi suficiente para parar os soviéticos. Só em 1989 uma moratória internacional sobre os testes nucleares acabou por convencê-los a dar fim ao projeto.
4- Escavações e construções

Não pense, porém, que os soviéticos foram os únicos a terem ideias estúpidas para usos “alternativos”. Enquanto eles tentavam fazer explosões para minerar petróleo ou parar incêndios, os norte-americanos lançaram o Projeto Gnome, que tinha como objetivo utilizar bombas atômicas para ajudar em escavações de construções.
Logo nos testes, o projeto acabou se mostrando um fracasso. Isso porque o sistema de testes projetado cuidadosamente pela empresa para evitar vazamentos de radiação, que consistia em detonar uma bomba de 3,1 kilotons centenas de metros debaixo da terra, não foi suficiente para comportar a explosão. No fim das contas, várias estradas tiveram de ser fechadas para evitar uma epidemia de câncer.
Praticamente nem precisamos dizer a esse ponto, mas só para confirmar o que muitos devem estar imaginando: outro dos motivos que levou o projeto a ser engavetado foi o fato de que, mesmo se eles tivessem sucesso na explosão, a radiação tornava a área completamente inabitável.
Isso foi o que resultou da explosão feita pelo projetoAo menos os testes resultaram em uma belíssima caverna subterrânea cheia de cristais de sal com cores como azul, amarelo e roxo. Uma pena que eles não podiam tirá-las de lá, já que as pedras eram totalmente radioativas...
5- Lançamento de “tampas de bueiro”
Foi então que a equipe resolveu testar se a explosão era capaz de arrancar uma tampa de 900 quilos soldada à entrada do enorme buraco. Obviamente, a bomba conseguiu tal façanha; mais do que isso: a tampa teria sido arremessada seis vezes mais rápido do que o necessário para colocá-la em órbita. Ou ao menos era isso o que muitos acreditaram por anos.
A confusão quanto a isso foi resultado dos cálculos do físico Dr. Robert Brownlee, que teria calculado as equações sem ter todos os dados adequados e previsto a velocidade antes citada. Tempos depois, porém, o doutor acabou por se retratar, dizendo que o atrito atmosférico acabaria por jogar a tampa novamente na Terra. Como o objeto nunca foi encontrado, fica aí o mistério.

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